Ivan Padovani nasceu em 1978 em São Paulo/Brasil onde reside e trabalha atualmente. É formado em Administração pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e Pós Graduação em Fotografia pela mesma instituição. Artista representado pela Galeria da Gávea do Rio de Janeiro, Ivan é professor na Escola Panamericana de Arte e Madalena Centro de Estudos da Imagem.
Entre os anos de 2012 e 2015 coordenou o F+, núcleo educativo da Fauna Galeria, realizando a produção de cursos, palestras e exposições, além de administrar a sua livraria.
Colaborou com a revista Digital Photographer Brasil ao longo de quatro anos, produzindo artigos e entrevistas com grandes nomes da fotografia brasileira.
Há cinco anos faz parte do grupo de estudos sediado no ateliê Hermes Artes Visuais, coordenado por Nino Cais, Marcelo Amorim e Carla Chaim. Hoje é um dos sete artistas que integram o SAO, espaço independente voltado para pesquisa e produção em artes visuais.
Seu projeto Campo Cego integrou a exposição Time – Space – Existence, que fez parte da 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza. Também foi contemplado no Concurso Diário Contemporâneo de Fotografia 2014, e ganhador de bolsa para participar do Programa Descubrimientos no Festival PhotoEspaña do mesmo ano.
Em 2016 foi finalista do Concurso Conrado Wessel de Fotografia com o seu novo projeto intitulado Superfície, trabalho que também foi selecionado no Salão Luiz Sacilotto de Arte Contemporânea 2017.
A partir de apropriações e fotografias esquemáticas, o artista faz um inventário da cidade, para em seguida reinterpretar e articular elementos arquitetônicos, propondo novas construções que reproduzem sua experiência em meio ao contexto urbano, deixando claro sua preocupação com a transitoriedade, instabilidade e fragilidade, assim como estes aspectos estão presentes no mundo contemporâneo de forma mais ampla.
Emprega metodologias inspiradas na arte conceitual que refletem em uma estratégia de produção determinada com rigor a partir de uma série de regras pré-estabelecidas, resultando em um aspecto visual limpo, dotado de métrica e ritmo. Seja com empenas cegas de edifícios ou os fundos de stands de vendas imobiliários, o trabalho de Ivan Padovani guarda uma crítica sutil com base em aspectos de edifícios que são erguidos para serem negados, ressaltando a precariedade e a instabilidade das construções, tanto enquanto elementos concretos como projeções de ideais.
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